Capítulo 4. Criatividade, clareza e economia de palavras: com resolver essas tretas.
A Criatividade é uma das potências humanas mais intrigantes, pois ela participa do sentido que damos a essa vida já que, por si só, a vida não tem sentido algum.
A Criatividade sempre se fez presente na hora dos homens tomarem conta do planeta e criaram e aperfeiçoaram as coisas que necessitam para viver.
Há criatividade num foguete espacial, nas teorias matemáticas, nos quadros de pintura, num prato de salada, num relógio, num smartphone, num respirador, num sapato, num verso, num texto.
Mas a grande sacada é entender que a Criatividade não opera sozinha. Que há algo maior por detrás dela, fazendo com que a Criatividade seja a consequência da operação de uma outra potência humana formidável chamada: Imaginação.
A Criatividade, portanto, é o resultado do trabalho da Imaginação.
O fato de alguém ter criado um meme ou um texto que viralizou na internet faz com que tanto aquelas duas peças quanto seu autor possam ser considerados criativos.
Entretanto, o verdadeiro motivo do meme ou do texto terem viralizado e se transformado em peças criativas é um só: o modo diferenciado com que a Imaginação do autor operou sobre ambos. Dito de outra forma: não foi a criatividade, mas sim a imaginação do autor que fez com que o meme e o texto viralizassem.
Muitas pessoas que gostariam de dar um upgrade em seus textos, tornando-os mais criativos, acabam desistindo porque, ao invés de irem atrás da Imaginação, caem na cilada de irem em busca da Criatividade, algo que, por si só, não leva a lugar nenhum, visto que a Criatividade é um mero estado das coisas, gerado pela Imaginação.
Para ser criativo, portanto, é preciso esquecer a Criatividade e dar as mãos à Imaginação: a mãe da criação é a Imaginação e não a Criatividade.
Vou insistir: a mãe da criação é a Imaginação e não a Criatividade!
Resta saber então como redigir textos que arrebentem a boca do balão de tão criatvos...; é o que veremos a seguir.
É através da imitação que aprendemos grande parte do que sabemos, e isso em todas as áreas do conhecimento.
O recurso da imitação, presente na Psicologia do Desenvolvimento, é amplamente alardeado e recomendado dentro do panteão das Artes, e sua máxima principal é esta: a arte nasce da arte!
Todos os grandes autores e artistas começaram imitando alguém! Todos. A partir daí, como o passar do tempo, foram se afastando de seus mestres de referência e, pouco a pouco, alçaram voo com sua própria arte.
Mas imitar, aqui, não significa tão somente imitar o modo de escrever de alguém, o que, aliás, no começo não é recomendável.
Há inúmeras outras coisas que podemos imitar no início, fazendo com que nossa Imaginação incida sobre elas, transformando-as a nosso gosto, de modo a produzirmos textos extremamente criativos.
Mitos, histórias e fábulas são excelentes conteúdos para serem imitados, transformados e adaptados.
Experimente, por exemplo, reescrever (imitar) com a sua Imaginação um mito qualquer da Mitologia Grega que você curta, e depois mostre para as pessoas.
A maioria, que inclusive não conhece nada de Mitologia Grega, vai achar que você tem um tremendo talento e que seu futuro com os textos é altamente promissor.
Então a recomendação final em relação à Criatividade só pode ser esta: no início, imite, imite e imite. Não perca tempo com criações pessoais pobres e anêmicas. Agarre-se com os gigantes que um dia você será um deles.
Vamos falar agora sobre a Clareza e a economia de palavras na escrita.
Loquaz, circunspecto, pusilânime, frenesi, soslaio, quem sabe o que significam essas palavras? Pouquíssimas pessoas sabem o que elas significam. O vocabulário ativo de uma pessoa com instrução média é de aproximadamente 1500 palavras de uso corrente que todo mundo conhece.
Se uma das características para se produzir uma escrita clara é a utilização de palavras conhecidas pela maioria, então me parece que não há problema quanto a isso e estaríamos perdendo tempo em recomendar que palavras sofisticadas sejam evitadas na hora de escrever. Porque a maioria simplesmente não conhece palavras sofisticadas para utilizar quando se mete a escrever! Talvez você seja uma exceção. Se for, ao escrever utilize palavras simples para ser claro e ponto final.
Quanto à economia de palavras, que junto com a estrutura lógica do texto, que nada mais é que a existência de uma introdução, desenvolvimento e conclusão, é outro coisa que também deixa a escrita clara.
Perceba que do modo como foi escrito o parágrafo acima não ficou bem claro.
Suprimindo todas as palavras que não interessam à ideia central, ele ficaria assim:
"Outra coisa que também deixa a escrita clara é a economia de palavras."
Economizando mais palavras ainda o parágrafo ficaria mais claro que o anterior:
"A economia de palavras também deixa a escrita clara."
Quanto à estrutura lógica do texto, pensar sempre numa introdução, num desenvolvimento e numa conclusão são elementos que, ao lado das palavras simples e da economia de palavras, ajudam a tornar a escrita clara.
A estrutura lógica do texto será analisada em outro capítulo.
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COMO EU SE VIRO NA ESCRITA: UM GUIA POLITICAMENTE INCORRETO PARA ESCREVER E SER ENTENDIDO
Capítulo 3. Tipos de escritas que já eram e a escrita Plug and Play (PnP)
A Escrita Pedante, a Escrita Boçal e a Escrita Pentelho já eram. No fundo, esses três tipos de escrita, que estão com os dias contados mas que ainda existem aos montes por aí, são um reflexo da personalidade estrábica de seus autores. Com a advento da internet a informação foi arregaçada pra todos os lados, acarretando um verdadeiro milagre da era pós-moderna que deu origem a duas consequências principais. Primeira: a desidiotização da população e, segunda, o horror dos donos dos mega meios tradicionais de comunicação, diante da libertação do povo do idiotismo e da cegueira que eles mesmos se encarregavam de manter acesos. A internet mudou o mundo e as pessoas para sempre. Graças à rede, milhares de idiotas, trouxas e alienados de outrora tornaram-se pessoas seletivas e dotadas de autocrítica que não permitem mais serem tratadas como otárias por quem quer que seja. Parece que os autores de escritas pedantes, boçais e pentelhas, ainda partem do princípio que os leitores de hoje são os mesmos otários de ontem. Esses autores não tem o menor desconfiômetro; não fazem a menor ideia de quanto os seus textos são evitados e até mesmo desprezados pelos leitores. Um sujeito pedante pode ser tanto alguém que se expressa de modo arrogante, ostentando alto saber, cultura e erudição, como alguém que se manifesta desfilando altos conhecimentos que na realidade não possui. Essas idiotices e patologias individuais são transferidas para a escrita por seus autores, fazendo da Escrita Pedante algo estúpido e caricato que é difícil de digerir. De outro lado, tal qual a personalidade de um ogro, a Escrita Boçal é uma escrita tosca, ignorante, grosseira, dotada de pouca inteligência, sensibilidade e cultura, enquanto a Escrita Pentelho é uma escrita chata, enfadonha, maçante. Se é fato que a maioria não gosta de gente pedante, tosca ou chata, fica fácil concluir que a pedanteria, a tosquice e a chatice também são três moscas varejeiras que é preciso evitar a todo custo na hora de escrever para não dar com a cara na porta e afastar leitores. Antes de passarmos para a Escrita Plug and Play ou Escrita PnP, que é uma criação minha, vou resumir o assunto em uma única linha para você recordar na hora de escrever. Aqui vai: Ao escrever não seja pedante: seja normal; ao escrever não seja tosco: seja normal; ao escrever não seja chato: seja normal. Como todos sabem, "Plug and Play" significa simplesmente ligar e usar que a coisa rola sem maiores preocupações. Ou seja, não é preciso fazermos qualquer outra coisa além de plugarmos o aparelho na tomada ou em outro aparelho para que o dito cujo funcione. A minha Escrita PnP é um tipo de escrita em que o leitor é "plugado" logo no início do texto e, a seguir, tem seu "play" ativado, de modo a fazê-lo simpatizar com determinadas ideias embutidas no texto. Ao contrário do que se possa imaginar, o principal motivo que me levou a criar a Escrita Plug and Play não foi o de conduzir leitores para esta ou para aquela direção, através da técnica que a PnP encerra. O objetivo maior é comparar a PnP com outros tipos de escritas criadas pelos americanos, como Copywriting, Technical Writing, UX Writing, Content Writing, entre outras, para demonstrar o alto grau de ineficiência e bizarrice embutidos nesses writings todos exportados pelo Tio Sam e papagaiados por aqui. Não perca tempo com baboseiras. Se você conseguir não ser pedante nem tosco nem chato ao escrever, já está de bom tamanho, falta pouco para chegar lá. É isso aí.
A Escrita Pedante, a Escrita Boçal e a Escrita Pentelho já eram. No fundo, esses três tipos de escrita, que estão com os dias contados mas que ainda existem aos montes por aí, são um reflexo da personalidade estrábica de seus autores. Com a advento da internet a informação foi arregaçada pra todos os lados, acarretando um verdadeiro milagre da era pós-moderna que deu origem a duas consequências principais. Primeira: a desidiotização da população e, segunda, o horror dos donos dos mega meios tradicionais de comunicação, diante da libertação do povo do idiotismo e da cegueira que eles mesmos se encarregavam de manter acesos. A internet mudou o mundo e as pessoas para sempre. Graças à rede, milhares de idiotas, trouxas e alienados de outrora tornaram-se pessoas seletivas e dotadas de autocrítica que não permitem mais serem tratadas como otárias por quem quer que seja. Parece que os autores de escritas pedantes, boçais e pentelhas, ainda partem do princípio que os leitores de hoje são os mesmos otários de ontem. Esses autores não tem o menor desconfiômetro; não fazem a menor ideia de quanto os seus textos são evitados e até mesmo desprezados pelos leitores. Um sujeito pedante pode ser tanto alguém que se expressa de modo arrogante, ostentando alto saber, cultura e erudição, como alguém que se manifesta desfilando altos conhecimentos que na realidade não possui. Essas idiotices e patologias individuais são transferidas para a escrita por seus autores, fazendo da Escrita Pedante algo estúpido e caricato que é difícil de digerir. De outro lado, tal qual a personalidade de um ogro, a Escrita Boçal é uma escrita tosca, ignorante, grosseira, dotada de pouca inteligência, sensibilidade e cultura, enquanto a Escrita Pentelho é uma escrita chata, enfadonha, maçante. Se é fato que a maioria não gosta de gente pedante, tosca ou chata, fica fácil concluir que a pedanteria, a tosquice e a chatice também são três moscas varejeiras que é preciso evitar a todo custo na hora de escrever para não dar com a cara na porta e afastar leitores. Antes de passarmos para a Escrita Plug and Play ou Escrita PnP, que é uma criação minha, vou resumir o assunto em uma única linha para você recordar na hora de escrever. Aqui vai: Ao escrever não seja pedante: seja normal; ao escrever não seja tosco: seja normal; ao escrever não seja chato: seja normal. Como todos sabem, "Plug and Play" significa simplesmente ligar e usar que a coisa rola sem maiores preocupações. Ou seja, não é preciso fazermos qualquer outra coisa além de plugarmos o aparelho na tomada ou em outro aparelho para que o dito cujo funcione. A minha Escrita PnP é um tipo de escrita em que o leitor é "plugado" logo no início do texto e, a seguir, tem seu "play" ativado, de modo a fazê-lo simpatizar com determinadas ideias embutidas no texto. Ao contrário do que se possa imaginar, o principal motivo que me levou a criar a Escrita Plug and Play não foi o de conduzir leitores para esta ou para aquela direção, através da técnica que a PnP encerra. O objetivo maior é comparar a PnP com outros tipos de escritas criadas pelos americanos, como Copywriting, Technical Writing, UX Writing, Content Writing, entre outras, para demonstrar o alto grau de ineficiência e bizarrice embutidos nesses writings todos exportados pelo Tio Sam e papagaiados por aqui. Não perca tempo com baboseiras. Se você conseguir não ser pedante nem tosco nem chato ao escrever, já está de bom tamanho, falta pouco para chegar lá. É isso aí.
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Capítulo 2. Por que e para quem escrever.
O grande erro é achar que o dinheiro, a política, o talento e tantas outras coisas são os principais elementos transformadores da realidade. O principal elemento capaz de realizar mudanças em nossa volta chama-se: palavra. Foi através do poder da palavra que impérios foram a pique e que impérios surgiram do nada. Impérios em sentido amplo. Impérios de qualquer coisa que se imagine. Não é a toa que "no início foi o verbo". Sem dúvida, foi através do verbo que tudo foi construído - ou destruído. Portanto, o principal motivo que nos leva a usar a palavra escrita, a escrever, é modificar a realidade a nossa volta. É fazer nascer, transformar ou aperfeiçoar tudo aquilo em que acreditamos, e banir para o esquecimento o que julgamos não ter importância. E aqui é preciso fazer uma ressalva. Assim como a imaginação, a palavra - escrita ou falada - tem uma conotação mágica e, ambas, imaginação e palavras, são farinhas do mesmo saco. Quando se deseja imprimir força a uma narrativa, palavras e imaginação devem estar presentes como as duas faces indissociáveis de uma mesma moeda. Mais a frente falaremos sobre a domesticação de palavras e os três pilares da imaginação para escrever. Agora que já sabemos porquê escrever, é preciso estar atento e descobrir para quem escrever. A literatura diz muito sobre a realidade que nos cerca. Muitos traços dos personagens criados pelos escritores são inspirados no povo. Curiosamente, noventa e nove por cento dos personagens dos nossos grandes escritores não passam de escroques safados. É só conferir o Brás Cubas de Machado de Assis, o advogado Paulo Mendes de Rubem Fonseca, o João Romão de Aluísio de Azevedo, o Ed Mort de Luiz Fernando Veríssimo, o Antônio Balduíno de Jorge Amado, Macunaíma de Mário de Andrade e tantos outros. Com certeza são todos um bando de desclassificados, e é raro encontrarmos gente nota dez entre os personagens dos nossos escritores de ponta. Ao lado desse dado cultural, também há um outro que é significativo. Estamos vivendo um momento em que os anti-heróis estão com a corda toda. Nomes como Hellboy, Elektra, Big Head, Rorschach, Etrigan, Arlequina, Deadpool, Venon, Motoqueiro Fantasma estão na crista da onda no cinema, nos quadrinhos e nos jogos. Junte-se ainda a esses fatos o nefasto desempenho de grande parte dos frequentadores das redes sociais, com seus batalhões de mentiras, fofocas e ofensas disparadas em todas as direções. Nas ruas mulheres arrancam as calcinhas e defecam e urinam com suas vulvas gordas e cabeludas sobre fotografias de desafetos diante de todos, crucifixos são emporcalhados pelo desrespeito e pela sandice de lunáticos, enquanto a bandeira de um povo crepita nas chamas do fanatismo e da intolerância debaixo das barbas do poder que a hasteou. Assim, diante do caos e da confusão generalizada que tomou conta do pedaço, fica difícil identificarmos o público alvo que nos interessa. Ou seja, é praticamente impossível identificarmos um conjunto de leitores dotados das características que julgamos ideais para despejarmos nosso papo em cima. Aqui a lógica do chamado público alvo dos marketeiros de plantão já era, foi pro espaço. Ou melhor: restou invertida, ficou de pernas para o ar. Explico. Hoje em dia você não precisa mais escrever para alguém, para um público alvo. Se você escrever legal, você simplesmente escreve e estamos conversados: o público aparece! Como se você fosse um ímã atraindo alfinetes ou algo que o valha. E há leitores para todos os assuntos. Dos mais sublimes aos mais toscos e darks, a deep web que o diga. Mas é preciso ter sempre em mente que quanto mais sublime ou sofisticado for o tema abordado, menos audiência se terá. Dito de outra forma, um dos dramas que a teoria da comunicação tenta resolver é este: como aumentar a audiência sem diminuir a qualidade? Os clássicos são lidos por poucos enquanto milhões curtem literatura tosca. Quanto mais você escrever para gente tosca, mais audiência você terá. Quanto mais você escrever para eruditos, menos audiência você terá. O problema é que escrever para gente tosca requer uma ginástica própria, além de uma meia dúzia de truques boçais que os prestidigitadores de botequins conhecem bem. Vamos desossar esse assunto um pouco mais.
O grande erro é achar que o dinheiro, a política, o talento e tantas outras coisas são os principais elementos transformadores da realidade. O principal elemento capaz de realizar mudanças em nossa volta chama-se: palavra. Foi através do poder da palavra que impérios foram a pique e que impérios surgiram do nada. Impérios em sentido amplo. Impérios de qualquer coisa que se imagine. Não é a toa que "no início foi o verbo". Sem dúvida, foi através do verbo que tudo foi construído - ou destruído. Portanto, o principal motivo que nos leva a usar a palavra escrita, a escrever, é modificar a realidade a nossa volta. É fazer nascer, transformar ou aperfeiçoar tudo aquilo em que acreditamos, e banir para o esquecimento o que julgamos não ter importância. E aqui é preciso fazer uma ressalva. Assim como a imaginação, a palavra - escrita ou falada - tem uma conotação mágica e, ambas, imaginação e palavras, são farinhas do mesmo saco. Quando se deseja imprimir força a uma narrativa, palavras e imaginação devem estar presentes como as duas faces indissociáveis de uma mesma moeda. Mais a frente falaremos sobre a domesticação de palavras e os três pilares da imaginação para escrever. Agora que já sabemos porquê escrever, é preciso estar atento e descobrir para quem escrever. A literatura diz muito sobre a realidade que nos cerca. Muitos traços dos personagens criados pelos escritores são inspirados no povo. Curiosamente, noventa e nove por cento dos personagens dos nossos grandes escritores não passam de escroques safados. É só conferir o Brás Cubas de Machado de Assis, o advogado Paulo Mendes de Rubem Fonseca, o João Romão de Aluísio de Azevedo, o Ed Mort de Luiz Fernando Veríssimo, o Antônio Balduíno de Jorge Amado, Macunaíma de Mário de Andrade e tantos outros. Com certeza são todos um bando de desclassificados, e é raro encontrarmos gente nota dez entre os personagens dos nossos escritores de ponta. Ao lado desse dado cultural, também há um outro que é significativo. Estamos vivendo um momento em que os anti-heróis estão com a corda toda. Nomes como Hellboy, Elektra, Big Head, Rorschach, Etrigan, Arlequina, Deadpool, Venon, Motoqueiro Fantasma estão na crista da onda no cinema, nos quadrinhos e nos jogos. Junte-se ainda a esses fatos o nefasto desempenho de grande parte dos frequentadores das redes sociais, com seus batalhões de mentiras, fofocas e ofensas disparadas em todas as direções. Nas ruas mulheres arrancam as calcinhas e defecam e urinam com suas vulvas gordas e cabeludas sobre fotografias de desafetos diante de todos, crucifixos são emporcalhados pelo desrespeito e pela sandice de lunáticos, enquanto a bandeira de um povo crepita nas chamas do fanatismo e da intolerância debaixo das barbas do poder que a hasteou. Assim, diante do caos e da confusão generalizada que tomou conta do pedaço, fica difícil identificarmos o público alvo que nos interessa. Ou seja, é praticamente impossível identificarmos um conjunto de leitores dotados das características que julgamos ideais para despejarmos nosso papo em cima. Aqui a lógica do chamado público alvo dos marketeiros de plantão já era, foi pro espaço. Ou melhor: restou invertida, ficou de pernas para o ar. Explico. Hoje em dia você não precisa mais escrever para alguém, para um público alvo. Se você escrever legal, você simplesmente escreve e estamos conversados: o público aparece! Como se você fosse um ímã atraindo alfinetes ou algo que o valha. E há leitores para todos os assuntos. Dos mais sublimes aos mais toscos e darks, a deep web que o diga. Mas é preciso ter sempre em mente que quanto mais sublime ou sofisticado for o tema abordado, menos audiência se terá. Dito de outra forma, um dos dramas que a teoria da comunicação tenta resolver é este: como aumentar a audiência sem diminuir a qualidade? Os clássicos são lidos por poucos enquanto milhões curtem literatura tosca. Quanto mais você escrever para gente tosca, mais audiência você terá. Quanto mais você escrever para eruditos, menos audiência você terá. O problema é que escrever para gente tosca requer uma ginástica própria, além de uma meia dúzia de truques boçais que os prestidigitadores de botequins conhecem bem. Vamos desossar esse assunto um pouco mais.
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Capítulo 1. Introdução rapidinha e a Escrita Umbigo.
Vou aproveitar esta introdução para explicar rapidamente três coisas relacionadas com o ato de escrever que me parecem interessantes. A primeira diz respeito ao fato da maioria conseguir se expressar falando sobre qualquer assunto, mas brochar na hora de escrever uma linha qualquer. A segunda escancara o que é escrever bem. E, finalmente, a terceira é sobre o porquê de continuarmos lendo um monte de textos todos os dias, para os quais não estamos nem aí. Vamos lá. Assim como tem gente que canta ou toca um instrumento musical sem fazer força, também tem gente que escreve naturalmente, tudo na boa. Mas é uma minoria. Na hora de escrever a maioria coloca o rabinho entre as pernas, pede arrego e não sai nada. Muito dessa brochada tem origem nos bancos escolares, junto com outras burrices que são transmitidas de pai para filho, sob os auspícios do topete da "erudição". Centenas de regras gramaticais, tratados e mais tratados de sintaxe, semântica etc. ao lado dos floreios e das babaquices da chamada escrita erudita, impostos na marra na escola, fazem com que a maioria consiga se expressar bem falando, mas negue fogo na hora que precisa escrever meia dúzia de palavras. Ou seja, a própria escola contribui para o pessoal brochar diante da escrita. Pois bem. Nessa barafunda toda não se vê ninguém cometer o sacrilégio de dizer o seguinte: escrever bem é escrever como se fala. Escrever sem amarras. Escrever livre feito um pardal. Eis aí a primeira grande sacada para escrever e ser entendido. Para se comunicar com o leitor e fazer a cabeça dele, que é o mais importante de tudo como se verá num capítulo mais a frente. Se você prestar a atenção no número de comentários você vai notar que pilhas e mais pilhas de jornalistas, de blogueiros e marketeiros escrevem todos os dias na internet, sem que ninguém dê a mínima para o que eles escrevem. Trata-se do que eu chamo de "escrita umbigo". Uma escrita oca e sem ressonância, que é voltada unicamente para o umbigo do seu autor. Os textos dos escribas da escrita umbigo não fazem a cabeça de ninguém. Aliás, na real, muita pouca coisa daquilo que lemos faz a nossa cabeça. Mas se é assim, então por que continuamos lendo essa montoeira de escrita umbigo todos os dias? A melhor maneira de responder é comparar a leitura com um garimpo. É como se estivéssemos lendo para garimpar alguma informação preciosa que nos ajude a sobreviver nesse mundo caótico em que vivemos e ponto final. No fundo, ler sempre tem a ver com algo de esperança, que pode estar escondida em alguma parte do texto. Uma pepita de ouro no meio do cascalho e da terra bruta, digamos assim. De resto, o conteúdo deste livro é diferente de tudo o que já foi falado ou publicado sobre o tema até hoje. Muitos concordarão com as ideias que aqui se encontram e farão uso delas em seu proveito; outros, vão meter o pau e recomendá-las ao fogo do inferno. Ambas as linhas são bem-vindas, porque nada é unânime nesta vida. O autor.
Vou aproveitar esta introdução para explicar rapidamente três coisas relacionadas com o ato de escrever que me parecem interessantes. A primeira diz respeito ao fato da maioria conseguir se expressar falando sobre qualquer assunto, mas brochar na hora de escrever uma linha qualquer. A segunda escancara o que é escrever bem. E, finalmente, a terceira é sobre o porquê de continuarmos lendo um monte de textos todos os dias, para os quais não estamos nem aí. Vamos lá. Assim como tem gente que canta ou toca um instrumento musical sem fazer força, também tem gente que escreve naturalmente, tudo na boa. Mas é uma minoria. Na hora de escrever a maioria coloca o rabinho entre as pernas, pede arrego e não sai nada. Muito dessa brochada tem origem nos bancos escolares, junto com outras burrices que são transmitidas de pai para filho, sob os auspícios do topete da "erudição". Centenas de regras gramaticais, tratados e mais tratados de sintaxe, semântica etc. ao lado dos floreios e das babaquices da chamada escrita erudita, impostos na marra na escola, fazem com que a maioria consiga se expressar bem falando, mas negue fogo na hora que precisa escrever meia dúzia de palavras. Ou seja, a própria escola contribui para o pessoal brochar diante da escrita. Pois bem. Nessa barafunda toda não se vê ninguém cometer o sacrilégio de dizer o seguinte: escrever bem é escrever como se fala. Escrever sem amarras. Escrever livre feito um pardal. Eis aí a primeira grande sacada para escrever e ser entendido. Para se comunicar com o leitor e fazer a cabeça dele, que é o mais importante de tudo como se verá num capítulo mais a frente. Se você prestar a atenção no número de comentários você vai notar que pilhas e mais pilhas de jornalistas, de blogueiros e marketeiros escrevem todos os dias na internet, sem que ninguém dê a mínima para o que eles escrevem. Trata-se do que eu chamo de "escrita umbigo". Uma escrita oca e sem ressonância, que é voltada unicamente para o umbigo do seu autor. Os textos dos escribas da escrita umbigo não fazem a cabeça de ninguém. Aliás, na real, muita pouca coisa daquilo que lemos faz a nossa cabeça. Mas se é assim, então por que continuamos lendo essa montoeira de escrita umbigo todos os dias? A melhor maneira de responder é comparar a leitura com um garimpo. É como se estivéssemos lendo para garimpar alguma informação preciosa que nos ajude a sobreviver nesse mundo caótico em que vivemos e ponto final. No fundo, ler sempre tem a ver com algo de esperança, que pode estar escondida em alguma parte do texto. Uma pepita de ouro no meio do cascalho e da terra bruta, digamos assim. De resto, o conteúdo deste livro é diferente de tudo o que já foi falado ou publicado sobre o tema até hoje. Muitos concordarão com as ideias que aqui se encontram e farão uso delas em seu proveito; outros, vão meter o pau e recomendá-las ao fogo do inferno. Ambas as linhas são bem-vindas, porque nada é unânime nesta vida. O autor.
MARKETING DIGITAL LACRADOR 1
CAPÍTULO 1
O QUE É MARKETING, OUTBOUND MARKETING, INBOUND
MARKETING E MARKETING DE CONTEÚDO.
CONCEITOS
Marketing
Marketing é um processo de planejamento que tem por objetivo final a venda de produtos e serviços.
Outbound Marketing
O Outbound Marketing é o marketing tradicional, que é baseado em anúncios.
O Outbound Marketing também é chamado de "Marketing de Interrupção" em virtude dos anúncios que aparecerem nos intervalos da televisão - nesses intervalos os programas são interrompidos para serem veiculadas as propagandas de seus anunciantes e patrocinadores.
A propagandas do Outbound Marketing para divulgar serviços e produtos são feitas de modo direto para qualquer tipo de consumidor.
Inbound Marketing
Muitos afirmam que o Inbound Marketing é o novo marketing.
Ao contrário
do Outbound Marketing
ou marketing tradicional, o Inbound Marketing não se
baseia na propaganda direta.
Através da criação de conteúdos importantes, o
Inbound Marketing procura atrair
clientes para uma marca, a partir da construção de uma relação de confiança
entre essa marca e seus eventuais consumidores.
Trata-se de
uma estratégia que utiliza as etapas do chamado "Funil de Vendas" para
conquistar os consumidores no meio digital.
Marketing de Conteúdo
O
Marketing de Conteúdo é o coração
do Inbound Marketing.
A função do Marketing de Conteúdo é atrair
clientes em potencial para uma marca, através da produção de conteúdos
relevantes publicados em veículos de comunicação.
COMENTÁRIOS
O marketing tradicional, ou Outbound Marketing, é um marketing objetivo que se baseia em anúncios e propagandas. Na internet, Outbound Marketing são os anúncios veiculados no Google e os banners pendurados nos sites e blogs.
Inbound Marketing é uma outra forma de tentar vender as coisas na internet. A intenção aqui é fazer o internauta comprar através de um processo de convencimento acerca da confiança e das qualidades de determinada marca de serviços ou produtos.
Esse processo de convencimento é composto por vários conteúdos diferentes, mas que seguem a lógica do chamado "Funil de Vendas" , que será abordado no próximo capítulo.
continua
MAPA
CAPÍTULO 2
PERSONA, LEAD, NUTRIÇÃO DE LEADS E FUNIL DE VENDAS.
Persona
Persona é um personagem de ficção, que reúne as principais características daqueles ou daquelas que seriam os consumidores ideais para determinados produtos ou serviços.
Essa representação do cliente ideal é muito importante para a elaboração das estratégias de Marketing. Principalmente de Inbound Marketing, cujo coração, como já se viu, é o Marketing de Conteúdo.
O grande objetivo do Marketing de Conteúdo, portanto, é fazer com que a Persona se torne um Lead de alto potencial.
Lead
Lead é todo cliente em
potencial que, seduzido pelo Marketing de Conteúdo, preencheu formulários com
seus dados e deixou informações importantes para fazer parte do "Funil de
Vendas" de uma marca.
Nutrição de leads
Nutrição de leads são estratégias digitais, como envio de e-mails, por exemplo, para fazer com que o Lead avance no "Funil de Vendas" em direção ao objetivo final, que é a compra de um serviço ou produto.
Funil de Vendas
O Funil de Vendas é uma estratégia baseada em conteúdos, dividida em 3 etapas e utilizada no meio virtual, para fazer o cliente em potencial comprar determinado serviço ou produto. São utilizados conteúdos diferentes em cada uma das etapas.
ToFu: 1ª Etapa ou Topo do Funil
Considera que o cliente em
potencial ainda está muito longe de comprar o serviço ou produto. Portanto, os
conteúdos utilizados nesta etapa para o convencimento do cliente devem ser
meramente introdutórios. O importante aqui é converter o cliente em Lead fiel e
tirar dúvidas.
MoFu: 2ª Etapa ou Meio do Funil
Aqui
o cliente já conhece o produto. É hora de aprofundar as coisas. Nessa etapa os
conteúdos são voltados para fortalecer o relacionamento com o cliente, para ampliar
a credibilidade da empresa e incentivar a demanda dos produtos ou serviços.
BoFu: 3ª Etapa ou Fundo do Funil
Os clientes do Fundo do Funil
estão praticamente decididos a comprar os produtos ou serviços. Nesta fase os conteúdos
devem se voltar para tirar dúvidas e convencer o cliente que sua escolha foi a
melhor possível.
CAPÍTULO 3
ISCA DIGITAL, LANDING PAGE E ENGAJAMENTO.
Iscas
Digitais
Iscas Digitais são materiais utilizados na internet para agradar clientes em potencial, de modo a torná-los Leads, ou seja, clientes fiéis a uma marca. Via de regra, trata-se de brindes digitais, como um E-book, por exemplo, que será enviado gratuitamente ao cliente via e-mail, após o preenchimento de um formulário contendo dados e informações do futuro Lead.
Iscas Digitais são materiais utilizados na internet para agradar clientes em potencial, de modo a torná-los Leads, ou seja, clientes fiéis a uma marca. Via de regra, trata-se de brindes digitais, como um E-book, por exemplo, que será enviado gratuitamente ao cliente via e-mail, após o preenchimento de um formulário contendo dados e informações do futuro Lead.
Landing
Page
Landing
Page é uma página na internet
que contém uma isca digital e um formulário para preenchimento de dados e
informações de clientes em potencial.
O principal objetivo das Landing Pages é
obter o endereço de e-mail dos internautas, para a remessa de conteúdos na
tentativa de convertê-los em Leads.
Engajamento
No meio digital, o Engajamento diz respeito a quanto os
internautas interagem com os conteúdos relacionados com uma marca. O Engajamento pode ser aferido pelo
número de likes num vídeo do YouTube, por exemplo.
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